Apesar disso, só neste último ciclo, com os governos do PS, começámos a alterar a visão política da habitação como bem financeiro para a habitação como bem essencial e parte fundamental do estado social. Conseguimos por fim lançar as bases para a construção um parque publico robusto que garanta, coletivamente, uma proteção contra os excessos do mercado. Um parque habitacional que responda não só aos mais carenciados, mas também a toda classe média, em especial aos mais jovens. Este tem de ser um desígnio duradouro assumido num consenso alargado. Este aparente consenso não significa unanimidade de pensamento em matéria de habitação. Só um governo do Partido Socialista procurará que o Direito à Habitação seja também um direito de escolha, o reconhecer de que todos os cidadãos devem ter uma habitação digna, onde quer que escolham viver.