Face à iminente rutura que herdámos, de oito anos de estratégias erráticas, mudanças apressadas e mal operacionalizadas, definimos a intervenção em dois momentos: um de emergência, para fazer face às prioridades imediatas, e outro de implementação de um novo ciclo do SNS, fundado numa estratégia ponderada, com base em evidência e com o envolvimento dos profissionais. Uma estratégia não apenas focada em investimento, mas também numa reorganização inteligente, centrada no cidadão e orientada para resultados em saúde, com o princípio de reforçar o modelo público e universal, sem abdicar do SNS como o pilar central e fundamental do Sistema de Saúde em Portugal.