A Coligação Democrática Unitária (CDU) e a Aliança Democrática (AD) abordam a questão da precariedade laboral nos seus programas eleitorais, mas com focos e propostas distintas.
A CDU enfatiza o combate à precariedade através de um Plano Nacional específico, visando proteger os trabalhadores em situações de trabalho clandestino e ilegal, assegurando vínculos laborais estáveis e o cumprimento dos direitos. Propõe garantir empregos estáveis para a juventude, reduzir o período experimental, revogar contratos de muito curta duração e assegurar que a um posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efetivo, abrangendo também a Administração Pública.
A AD reconhece a segmentação no mercado de trabalho e propõe reformas que visam aumentar a produtividade e os rendimentos. As propostas incluem um enquadramento flexível de transição entre durações do período normal de trabalho semanal, maior flexibilidade no gozo de férias por iniciativa do trabalhador, o fim da obrigatoriedade de cessação de contrato do trabalhador quando este transita para o estado de reformado e o reforço do papel da Autoridade das Condições de Trabalho. A AD pretende ainda rever o enquadramento legal, privilegiando a concertação social na definição das regras da relação laboral.